Não adianta. O PSDB continuará eternamente presoaos sentimentos menores de Fernando Henrique Cardoso.
Alguns trechos da matéria de O Valor, sobre sua palestra na Fecomercio acerca dos quinze anos do Plano Real.
FHC ataca PAC e loteamento da máquina pública
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQeASgoQ0ZDR64Mk
Sergio Lamucci, de São Paulo
(…) “O governo Lula está dando passos atrás no processo de profissionalização da administração pública e de separação entre o interesse partidário e o público, entre o interesse privado e o público”, disse, atacando também a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ante a corrupção.
1. Entregou o Ministério dos Transportes do PMDB de Eliseu Padilha (que está sendo processado por corrupção).
2. Entregou todo o setor elétrico ao PFL.
3. Entregou os fundos de pensão a Daniel Dantas.
4. Entregou o Banco Central aos fundos offshore.
5. Entregou o sistema de livros didáticos às grandes editoras
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou ontem a fazer pesadas críticas ao governo Lula, chamando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de "Programa de Aceleração da Comunicação" e defendendo a "descupinização" da máquina pública. "O governo Lula está dando passos atrás no processo de profissionalização da administração pública e de separação entre o interesse partidário e o público, entre o interesse privado e o público", disse, atacando também a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ante a corrupção. Fernando Henrique participou ontem de seminário promovido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) para discutir os 15 anos do Plano Real.
O ex-presidente tratou o PAC como um instrumento de propaganda do governo, atacando também o que considera a falta de foco do plano. Segundo FHC, em seu governo a União também investia em geral menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), mas havia mais eficiência. Ele citou o Avança Brasil, programa de sua administração que "tinha controle efetivo de gerência", com prioridade a 50 a 60 projetos. "Sabe quantos projetos são prioridade hoje? São 2.000. Você acha que 2.000 projetos podem ser prioridade?", disse FHC, para quem há um uso político do plano. "O PAC é o Programa da Aceleração da Comunicação. Inaugura obra que não está feita, o presidente viaja, faz discurso, leva a tiracolo a... não sei se é candidata. Uma pessoa", alfinetou ele, numa alusão à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a preferida de Lula para concorrer à Presidência em 2010 pelo PT.
FHC também não poupou críticas ao tratamento dado pelo presidente à administração pública, que marcaria um retrocesso em relação às práticas adotadas no seu governo, entre 1995 e 2002, quando teria ocorrido uma mudança na gerência de empresas como a Petrobras e o Banco do Brasil. O atual governo não teria o mesmo compromisso, segundo Fernando Henrique - "Continua a mentalidade antiga de que o arbítrio político deve determinar o comportamento dos agentes econômicos." Para FHC, a resistência da administração Lula ao papel de independência das agências reguladoras é um sinal claro dessa tendência.
O ex-presidente defendeu a "descupinização" do setor público, de modo a combater "o filhotismo, o clientelismo e o partidarismo" que infestariam o governo. "A máquina é boa, tem gente boa e competente lá, mas o cupim pega", disse FHC, para quem essa é uma área em que o governo Lula seguiu por um caminho bem diferente do trilhado na administração tucana. Ele também manifestou preocupação quanto à situação fiscal, por considerar que o governo assumiu gastos elevados num momento em que as receitas vão cair, devido à desaceleração da economia.
FHC também enfatizou a necessidade de o país reduzir a corrupção, "botando na cadeia quem é corrupto". "Não dá para continuar no país uma situação em que toda a população sente que a lei não é igual para todos. Alguns transgridem a lei e não acontece nada. O pior é quando o presidente da República vem e abençoa o infrator, dizendo: 'Não, não foi nada, não, não é tão grave assim.'" FHC disse ainda que, por ser endêmica, também houve corrupção no seu governo e em governos anteriores. "A diferença é que não passei a mão na cabeça de corruptos. Não houve um momento em que a alusão a conversas de corrupção não tenha sido seguida de demissão."
Fernando Henrique também reservou alguns - poucos elogios - a Lula. Disse que a "sagacidade" do presidente o fez manter os rumos da política econômica e resistir a pressões por mudanças. Ele ressaltou também que o Bolsa Família é a unificação de quatro programas de transferências condicionadas de renda existentes em seu governo - o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Auxílio Gás e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Segundo ele, já havia estudos para unificá-los em sua administração. "Eu tinha dúvidas porque não quis utilizar politicamente esse processo.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou ontem a fazer pesadas críticas ao governo Lula, chamando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de "Programa de Aceleração da Comunicação" e defendendo a "descupinização" da máquina pública. "O governo Lula está dando passos atrás no processo de profissionalização da administração pública e de separação entre o interesse partidário e o público, entre o interesse privado e o público", disse, atacando também a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ante a corrupção. Fernando Henrique participou ontem de seminário promovido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) para discutir os 15 anos do Plano Real.
O ex-presidente tratou o PAC como um instrumento de propaganda do governo, atacando também o que considera a falta de foco do plano. Segundo FHC, em seu governo a União também investia em geral menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), mas havia mais eficiência. Ele citou o Avança Brasil, programa de sua administração que "tinha controle efetivo de gerência", com prioridade a 50 a 60 projetos. "Sabe quantos projetos são prioridade hoje? São 2.000. Você acha que 2.000 projetos podem ser prioridade?", disse FHC, para quem há um uso político do plano. "O PAC é o Programa da Aceleração da Comunicação. Inaugura obra que não está feita, o presidente viaja, faz discurso, leva a tiracolo a... não sei se é candidata. Uma pessoa", alfinetou ele, numa alusão à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a preferida de Lula para concorrer à Presidência em 2010 pelo PT.
FHC também não poupou críticas ao tratamento dado pelo presidente à administração pública, que marcaria um retrocesso em relação às práticas adotadas no seu governo, entre 1995 e 2002, quando teria ocorrido uma mudança na gerência de empresas como a Petrobras e o Banco do Brasil. O atual governo não teria o mesmo compromisso, segundo Fernando Henrique - "Continua a mentalidade antiga de que o arbítrio político deve determinar o comportamento dos agentes econômicos." Para FHC, a resistência da administração Lula ao papel de independência das agências reguladoras é um sinal claro dessa tendência.
O ex-presidente defendeu a "descupinização" do setor público, de modo a combater "o filhotismo, o clientelismo e o partidarismo" que infestariam o governo. "A máquina é boa, tem gente boa e competente lá, mas o cupim pega", disse FHC, para quem essa é uma área em que o governo Lula seguiu por um caminho bem diferente do trilhado na administração tucana. Ele também manifestou preocupação quanto à situação fiscal, por considerar que o governo assumiu gastos elevados num momento em que as receitas vão cair, devido à desaceleração da economia.
FHC também enfatizou a necessidade de o país reduzir a corrupção, "botando na cadeia quem é corrupto". "Não dá para continuar no país uma situação em que toda a população sente que a lei não é igual para todos. Alguns transgridem a lei e não acontece nada. O pior é quando o presidente da República vem e abençoa o infrator, dizendo: 'Não, não foi nada, não, não é tão grave assim.'" FHC disse ainda que, por ser endêmica, também houve corrupção no seu governo e em governos anteriores. "A diferença é que não passei a mão na cabeça de corruptos. Não houve um momento em que a alusão a conversas de corrupção não tenha sido seguida de demissão."
Fernando Henrique também reservou alguns - poucos elogios - a Lula. Disse que a "sagacidade" do presidente o fez manter os rumos da política econômica e resistir a pressões por mudanças. Ele ressaltou também que o Bolsa Família é a unificação de quatro programas de transferências condicionadas de renda existentes em seu governo - o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Auxílio Gás e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Segundo ele, já havia estudos para unificá-los em sua administração. "Eu tinha dúvidas porque não quis utilizar politicamente esse processo
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